Machu Picchu

Da economia ao luxo: tudo que você precisa saber para chegar a Machu Picchu

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Machu Picchu é, sem dúvidas, um dos destinos mais cobiçados pelos viajantes atualmente. Europeus, estadunidenses, chilenos e argentinos vão em massa para o Peru conhecer, sobretudo, sua maravilha do mundo. E não é à toa… A Velha Montanha ou Velho Pico (tradução livre do quéchua de ‘Machu Picchu’) é um dos maiores legados Incas, além de ser uma fonte inesgotável de mistérios e paisagens estonteantes.

Paisagem no caminho entre Cusco e Lima

Machu Picchu, erguida provavelmente no século XV a mando de Pachacuteq, à beira do Vale do Rio Urubamba e a 2.400m de altitude, abriga restos arqueológicos do que foi, provavelmente, uma cidade, com moradias, templos, sistema de escoamento de água, plantações e locais para criação de animais. A descoberta para o mundo, entretanto, só veio em 1911, em uma expedição do arqueólogo da Universidade de Yale, Hiram Bingham.

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Pelo fato de ser um local isolado, o acesso a Machu Picchu não é dos mais fáceis. Mas não desanime: com a popularização do sítio o acesso tem se tornado cada vez mais fácil. E o melhor: as paisagens no caminho fazem valer qualquer possível perrengue.

Nesse post vamos apresentar todas as formas de se chegar a Machu Picchu, desde as mais econômicas até as mais, digamos, luxuosas.

Do Brasil ao Peru

Fachada do Aeroporto
Fachada do Aeroporto Jorge Chávez, em Lima. Os voos do Brasil chegam aqui!

O aeroporto mais próximo de Machu Picchu é o Alejandro Velazco Astete, em Cusco, mas infelizmente não há voos diretos do Brasil para Cusco. Os voos internacionais têm como único destino Lima. Há voos diretos para a capital peruana a partir das seguintes cidades brasileiras:

  • São Paulo: voos diários operados pela LATAM e pela Avianca. O voo dura aproximadamente 5h.
  • Rio de Janeiro: voos diários operados pela Avianca e quase diários operados pela LATAM. O voo dura cerca de 5h30.
  • Porto Alegre: 1 voo diário operado pela Avianca. Duração de voo: 5h.
  • Foz do Iguaçu: 1 voo quase diário operado pela LATAM. O voo é mais curto, dura cerca de 4h15.

De Lima para Cusco

Há 2 opções para realizar esse trajeto:

  • De avião
LC Perú, companhia aéreas

LC Perú, uma das companhias aéreas que realiza o trecho Lima-Cusco, que dura aproximadamente 1h. Pagamos $90/pessoa pelo trecho.

Vista da janela do avião no caminho entre Lima e Cusco. A Cordilheira dos Andes impressiona!

É a opção com melhor custo benefício, pois não é tão cara e é bem mais rápida. Há diversos voos diários operados pela Star Peru, LC Perú, Peruvian Airlines, Avianca, LATAM. O voo dura cerca de 1h. As aéreas peruanas costumam ter preços mais acessíveis, às vezes até promoções bem vantajosas. Nós pagamos $90/pessoa(fora da promoção) pela LC Perú e o voo foi super tranquilo. Aliás, durante todo o voo pode se ver os picos cobertos de gelo da Cordilheira dos Andes, simplesmente incrível!

  • De ônibus
Cruz del Sur, uma das melhores companhias de ônibus do Peru!

É a opção mais barata (mas nem tanto) e beeeem mais demorada. Pelo fato da Cordilheira dos Andes estar BEM NO MEIO do trajeto, a jornada entre Lima e Cusco leva cerca de 24h. Diversas empresas de ônibus operam esse caminho, com preços variáveis. As empresas mais confiáveis e com serviço mais completo, como Cruz del Sur e Oltursa, cobram cerca de $60 pelo trecho (as poltronas reclinam 140º e eles servem comida). Nós fizemos esse trajeto no sentido contrário, de Cusco para Lima, com a Cruz del Sur. A viagem foi super tranquila e as paisagens ao longo do caminho são de cair o queixo! Nunca me esqueço de ter visto um campinho de futebol de barro à beira do desfiladeiro, em um vilarejo no meio dos Andes. Como eles servem comida com um intervalo de tempo razoável, leve alguns snacks para comer durante a viagem.

De Cusco para Aguas Calientes 

Aguas Calientes, ou Machu Picchu Pueblo, é a cidade-base para visitar Machu Picchu. Ela fica aos pés do sítio arqueológico, e vive, basicamente, do turismo. Sendo assim, você vai encontrar diversas opções de hospedagem e restaurante (em sua maioria caras). Para chegar lá, as opções são as mais variadas. Desde as mais econômicas às mais luxuosas, cada uma tem seus prós e contras. A decisão de qual escolher deve ser feita, principalmente, com base no seu perfil e na grana que você tem ($$).

  • Trem
Cuidado! Trem passando! Na caminhada da Hidroelétrica até Aguas Calientes é muito provável que você se depare com um desses. Esse, em especial, é da Peru Rail.

É a opção mais conhecida. É também a opção mais cara e mais confortável. São duas empresas que fazem o trajeto: Inca Rail, que possui as classes executiva, primeira classe e presidencial. Os trens partem de Ollantaytambo diariamente (fica a 2h de Cusco. Para chegar lá, apenas de carro, van, táxi ou micro-ônibus. Por isso se prepare!). Os preços dos trens variam de $56 (executivo) a $135 (primeira classe), por trecho. O presidencial é, na verdade, um vagão exclusivo que fica conectado ao trem, e deve ser reservado inteiramente (não pode comprar por pessoa), através da internet. Cabe 8 pessoas e chega a custar $6.000 (sim, dólares!!!); Peru Rail, oferece 4 categorias: Expedition (mais barata), Vistadome, Sacred Valley e Hiram Bingham (a mais luxuosa). Os dois primeiros partem de Poroy (a cerca de 20min de Cusco – um táxi sai por menos de $10), Ollantaytambo e Urubamba (a cerca de 1h de Cusco. Pode-se ir de táxi – cerca de $20 – ou de van/ônibus – cerca de $2) O Sacred Valley parte apenas de Urubamba e o Hiram Bingham, apenas de Poroy.

Estação de Trem de Aguas Calientes, onde chegam os trens vindos de Poroy, Urubamba e Ollantaytambo. É daí que eles partem também!

Vamos as dicas?

  1. Tenha em mente que nenhum dos trens sai de Cusco e que todos eles chegam a Aguas Calientes, cidade mais próxima de Machu Picchu. Todos eles saem de cidades próximas, como Poroy, Urubambae Ollantaytambo. Para chegar a elas, as melhores opções são: táxi (não costumam sair mais de $20) e collectivo, uma espécie de van que chega a custar menos de $2 (os collectivos partem da Av. Grau, em Cusco).
  2. A viagem dura: de Ollantaytambo a Aguas Calientes (1:40), de Poroy a Aguas Calientes (4h), de Urubamba a Aguas Calientes (2:35).
  3.  Tente pegar o trem durante o dia para desfrutar da belíssima paisagem no caminho. Como o trem não é tão cansativo quanto as outras opções, é possível pernoitar por apenas 1 noite em Aguas Calientes (ir num dia e voltar no outro).
    * Mais informações em https://incarail.comhttps://www.perurail.com
  • Van
Nossa van em uma parada à beira da estrada, próximo de Ollantaytambo

Dica: Procure ficar nos lugares mais à frente, pois a chance de enjoar é menor! Desfiladeiro à beira da estrada… Aguenta coração!

É a opção mais barata (pagamos incríveis R$55 ida e volta, por pessoa)! As vans partem de Cusco (muitas te pegam no hotel mesmo) rumo à Hidroelétrica, uma Hidrolétrica que fica próxima ao povoado de Santa Teresa. Mas já aviso… Precisa ter estômago pra enfrentar essa jornada (2 pessoas ficaram enjoadas durante o nosso trajeto, e tivemos de parar). São no mínimo 6h dentro de uma van, milhares de curvas e, pra aumentar a adrenalina, diversos trechos à beira de desfiladeiros enormes (as 2 primeiras horas são tranquilas, em pista única de asfalto, e é o mesmo caminho do Vale Sagrado, passando por Ollantaytambo. Depois vêm algumas curvas bem sinuosas, mas em um trecho ainda asfaltado. A emoção fica para o final, nas 2 últimas horas, em um trecho de estrada de chão margeando desfiladeiros que levam ao rio caudaloso. As paisagens são lindíssimas, mas o coração fica apertado. A não ser que você já esteja acostumado com grandes aventuras!). Chegando lá, você deve pegar a trilha à beira dos trilhos de trem, de cerca de 11km, até Aguas Calientes. Tem sinalização suficiente para não se perder, além do fato de que MUITA gente faz esse caminho diariamente. Ela é plana, e levamos 2:30 para percorrê-la (com direito a parada para fotos).

Desfiladeiro à beira da estrada… Aguenta coração!

Outras Dicas:

  1. Se você não gosta de passar muito perrengue, considere pagar mais caro e ir de trem. A trilha é plana e pode não parecer cansativa, mas depois de horas e horas dentro de uma van, muitas curvas e apertos, os 11km podem se tornar um grande desafio!
  2. Se você já está decidido a ir de van, prepare-se! Leve alguns suprimentos (sobretudo água e frutas), vá com calçados confortáveis e mochilas leves, para conseguir vencer a jornada. Se você se esquecer, ainda há uma segunda chance: os motoristas costumam parar pelo menos 1 vez em uma venda à beira da estrada, para ir ao banheiro e comer algo.
  3. Não faça como nós (vai por mim!): fique pelo menos 2 noites em Aguas Calientes, pois ir num dia e voltar no outro é bem cansativo.

Trilha

Início da trilha para Machu Picchu

Essa é com certeza a opção que carrega o maior espírito aventureiro. Há diversas opções de trilhas, sendo que a mais famosa delas é, sem dúvidas, a Inca Trail. São 43km de trilha (de nível médio, mas a uma altitude de 4200m), passando por diversos sítios arqueológicos até chegar, por último, em Machu Picchu, bem no horário do nascer do sol. A Inca Trail é feita, basicamente, em 4 dias, mas há versões de 1 a 5 dias. Espere pagar pelo menos $500 (há opções mais caras, de até $1000, a depender da agência e do nível de conforto). Além disso, ela só pode ser feita através de uma agência credenciada pelo governo peruano. Consulte as agências credenciadas e as datas disponíveis nesse site (corre, porque são só 500 vagas por dia, e elas costumam esgotar rapidamente! Ah, e em fevereiro ela está fechada para manutenção). Outra opção que tem se popularizado, principalmente devido às poucas vagas da Inca Trail, é a Salkantay Route, uma trilha que dura de 5 a 8 dias, e que passa por lagunas e picos nevados que chegam a até 6200m de altitude! Nela você também passa por outros sítios arqueológicos até alcançar a ‘cereja do bolo’, Machu Picchu. Essa pode ser comprada com qualquer agência, visto que não há uma regulação do governo (ainda). O investimento? Pelo menos $600!

Paisagem deslumbrante na trilha da Hidroelétrica

Há outras trilhas menos famosas, mas não menos incríveis, como a Lares Route (dura 3 a 5 dias e é bem mais tranquila, eu diria até intocada – finaliza em Ollantaytambo, de onde se pega um trem para Aguas Calientes), Vilcabamba Traverse Route (passa por Choquequirao, a ‘prima de Machu Picchu’, e exige bem mais preparação, pois atravessa biomas diferentes e dura de 7 a 13 dias – acaba próximo a Machu Picchu, podendo se seguir a pé ou de trem), a Lodge Trek (similar à Salkantay, porém na versão luxuosa – refeições gourmet e hospedagem em cabanas superconfortáveis -, durando de 7 a 11 dias) e a Chaski, uma referência aos mensageiros do Inca, que percorriam as vastas terras do Império a pé (dura de 3 a 5 dias, com direito a visitar a cachoeira Perolniyoc e ruínas próximas – também termina em Ollantaytambo).

A felicidade de estar a caminho de uma das 7 maravilhas do mundo supera qualquer cansaço!

Vamos as dicas?

  1. Não deixe de pesquisar os preços em diversas agências. Além disso, fique atento às rotas, pois algumas agências vendem ‘gato por lebre’ (por exemplo, dizem oferecer a Inca Trail (trilha), mas na verdade é uma outra versão). Também veja o que cada uma oferece (por $600, espere pelo menos serviço de guia, todo o suporte necessário à trilha, ingresso de Machu Picchu, transporte de Aguas Calientes para Machu Picchu e o trem de volta).
  2. Respeite os seus limites! As trilhas podem ser extenuantes e exigirem um determinado nível de preparo físico. Por isso, pesquise bem antes de ir e converse com seu médico.
  3. Programe-se: a temporada de seca (ideal para fazer a trilha) vai do final de abril ao final de outubro, enquanto que a temporada úmida e quente, do começo de novembro ao fim de abril. O período em que há mais turistas é de julho a setembro. As estações do ano seguem as mesmas datas do Brasil, já que o Peru também se encontra no hemisfério sul.
  4. Evite o soroche (mal de altura)! Grande parte das trilhas passa por trechos que ultrapassam os 4000m de altitude, portanto, antes de iniciar a trilha, garanta que já esteja aclimatado às elevadas altitudes.

De Aguas Calientes para Machu Picchu

Aguas Calientes, oficialmente Machu Picchu Pueblo, é a cidade-base para visitar Machu Picchu. Ela fica aos pés do sítio arqueológico, a apenas 9km de sua entrada. O caminho pode ser feito de duas formas:

  • De ônibus
Ônibus que leva os aventureiros à entrada de Machu Picchu

Leva pouco menos de 30min para chegar à entrada de Machu Picchu. O primeiro ônibus parte às 5:30 (Machu Picchu abre às 6h). São cerca de 25 ônibus ao todo, e como há muita fila nos primeiros horários, eles costumam sair um logo depois do outro. Quando acaba, você tem que esperar até eles descerem novamente. Depois disso, eles partem a cada vez que o ônibus enche. Por isso, tente chegar cedo à fila, sobretudo na alta temporada, de julho a setembro (fomos em julho, chegamos na fila às 4:25, e já estava quilométrica. Só conseguimos chegar na entrada de Machu Picchu às 6:15 – detalhe: já estava lotada também!).

Quando falei sobre a fila quilométrica, eu não estava brincando…

Dicas:

  1. Os tickets de ida e volta do ônibus, para adultos estrangeiros, custam $24 ($12 só ida para adultos e o mesmo para crianças, porém ida e volta). Há um ponto de venda em Cusco (Av. Infancia, 433 – Wanchaq – abre das 8h às 12:45 e das 15h às 18h, de segunda a sábado, e das 8h às 12:45, nos domingos e feriados), um em Aguas Calientes (na rua principal, que é cortada pelo rio, há uma barraca de madeira. É de lá que os ônibus saem. É super fácil de achar, a cidade é minúscula – abre às 5h e fecha às 21:45, todos os dias) e um na entrada de Machu Picchu.
  2. Super-mega-dica: compre os tickets do ônibus no dia anterior à visita a Machu Picchu, assim você evita mais uma fila no dia de finalmente conhecer essa maravilha do mundo.
  3. Horários dos ônibus: o primeiro sobe às 5:30 em direção a Machu Picchu e o último, às 16h. O primeiro a descer é às 6h e o último, às 18h.
    * Mais informações no site da empresa de ônibus: http://consettur.com
  • A pé

Enfrente uma caminhada de 9km morro acima (há uma diferença de 400m de altitude entre o início e o fim) que dura cerca de 1h à 1:30. Não chegamos a fazê-la, mas vimos muitas pessoas no caminho, que é árduo e, dizem os que ousam trilhá-lo, repleto de mosquitos! Muitos dizem não valer a pena, pois a paisagem não é tão bonita para o trabalho que se passa (e as picadas que se leva).

Dica:

  1. Se estiver com vontade de fazer o caminho pela Carretera Hiram Bingham (estrada que sobe para Machu Picchu) a pé, recomendo que suba de ônibus e desça a pé. Assim, você consegue chegar em Machu Picchu próximo ao horário de abertura com mais fôlego para conseguir explorar o sítio! Mas, caso não queira desembolsar os 12 dólares, faça a ida e a volta a pé.

Como já falei, cabe a você decidir quais caminhos trilhar, com base em seu próprio perfil! Se tiver mais alguma dúvida, não deixe de nos mandar um e-mail, uma mensagem no Facebook ou mesmo nos responder por aqui.

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Foto: Mailanmaik/Pixabay

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