Bruxelas: a terra do waffle em 2 dias

por

Vou começar dizendo que o tão famoso waffle belga, ou “gaufre” em francês (uma das línguas oficiais do país) é sim delicioso, mas waffle é gostoso em qualquer lugar do mundo, né não?

waffleeeee!

Passamos 2 dias na cidade e confesso que perdi a conta de quantas vezes comemos, por que cá entre nós, toda esquina tem uma barraquinha, ai resistir era uma missão bem difícil de evitar! Mas enfim, só queria deixar registrado logo de início que vale a pena experimentar sim, é só uma questão de se ligar no preço, lógico que tem pontos turísticos que você vai pagar quase o dobro de que em outros lugares. Mas a dica é: nas redondezas da tão famosa estátua Manneken Pis, lá tem várias lojas com waffle por  €1, que na verdade só vem com calda de chocolate, se preferir uns mais caprichados, o valor fica mais caro.

PUBLICIDADE:
Waffle por 1 euro!
Waffle mais “trabalhados”, porém custam mais caro.

Os orgulhos nacionais: chocolate e cerveja

Se você é fã de chocolate, vai tá no lugar certo! Lojas e opções de chocolates é o que não faltam na cidade. Tem de todos os preços e a verdade é que os mais baratos não são nada demais, então a dica é ir nos mais “acessíveis”, os intermediários, que são ótimos, se você tiver mais condições, vai na fé e pode ir nos mais caros que é tiro certo (a gente sabe por que comemos uma amostra grátis hehe). Conversamos com uma brasileira que mora por lá, ela nos recomendou o Leônidas. Acreditamos que seja uma das lojas mais procuradas pelos turistas pois estavam absurdamente lotadas, e sim, o chocolate de lá é massa!

Chocolateria Leonidas

 

Ferramentas? Nada disso, é chocolate!

Os belgas têm um orgulho danado quando o assunto é sobre suas cervejas. Segundo eles, as melhores do mundo são de lá, eu provei a Delirium Tremens, a do famoso elefantinho rosa. Ela foi eleita várias vezes a melhor do mundo, em 1997, recebeu o titulo de melhor cerveja do mundo e em 1998 levou a medalha de ouro no World Beer Championships, em Chicago. Provei e é uma delicia!

Antes do waffle o susto

Foi na Bélgica o maior susto da minha vida, logo ao chegar no hotel para o check-in descubro que perdi meu passaporte. Sabe aquela sensação de não saber o que fazer? Pois pronto, passamos por isso. Uma sucessão de acontecimentos proporcionou a perda e foi aquele ditado “quando é pra ser, será”. Tudo começou na saída de Amsterdã, fomos para Bruxelas de ônibus rodoviário, o local não era coberto, estava chovendo bem fraquinho, mas o frio incomodava bastante. Para entrar no ônibus é necessário mostrar o danado do passaporte, que até então nunca saiu da minha doleira, só para casos como esse. Na minha vez de mostrá-lo ao motorista, ele não pegou, mas pediu para que eu preenchesse as etiquetas das bagagens. Eu estava com um mochilão nas costas e minha mochila na frente, bem estilo viajante mesmo. Preenchi as etiquetas, coloquei-as e avisei ao motorista. Ele olhou pra mim e apontou pra eu guardá-las. Como ele iria pedir o passaporte para entrar no ônibus e eu iria entrar com minha mochila, coloquei-o em um pequeno bolso cavado na frente. Ai foi o vacilo, (eu deduzi isso depois hehe), no momento que me abaixei para guardas as malas embaixo do busão, eu ainda estava com a mochila na frente, provavelmente o danado caiu e eu não percebi. Agora me diz, na hora de entrar o motorista pediu o passaporte? Por que ai sim, eu sentiria falta. Pediu foi nada, deixou eu entrar de boa.

O que seriam 2 dias de passeios, momentaneamente virou um pesadelo, por que como eu iria sair da Bélgica sem passaporte? Não vou me estender muito, mas  graças a Deus e a algumas boas pessoas, resolvemos tudo em 1 dia. Já explicamos como tudo se resolveu na postagem sobre o que fazer quando perde o passaporte.

Depois da tempestade, bora curtir!

Passado todo o transtorno, vamos falar das partes boas? Bruxelas além de ser a capital da Bélgica, também é considerada a capital da União Europeia, as línguas oficiais são o holandês, o francês, alemão e em alguns locais o flamenco.

A bela Grand Place

Não é uma cidade muito grande, então você a conhece rapidinho (e olhe que perdemos um dia resolvendo o lance do passaporte). A dica é ficar hospedado o mais próximo possível da Grand Place. Nós ficamos exatamente em um hostel em uma das ruas que lhe dão acesso, em menos de 1 minuto era possível estar lá. Ela é considerada por muitos a praça mais linda da Europa, se é eu não faço ideia, mas sério, é linda mesmo. Eu olhava antes de ir, em fotografias, vídeos, achava bonita, mas não essa coisa toda. Mas creia, estando lá, é! Os detalhes das construções é que impressiona, e é tudo com detalhes em ouro. Têm vários restaurantes nela e existe um prédio que abriga o Museu da Cidade.

Grand Place

E pra matar a saudade da infância, bem pertinho tem a loja oficial do Tim Tim (achei arretada! queria comprar tudo!) Além de outras lojas de souvenirs e chocolates.

Loja do Tim Tim

Na Grand Place demos uma sorte danada, logo quando saímos do hostel estava havendo um pequeno carnaval realizado pelos intitulados “Ordre des Amis de Menneken-Pis” em bom português “A Ordem dos Amigos do Manneken-pis”.

A Ordem dos Amigos do Manneken-pis
A Ordem dos Amigos do Manneken-pis

O que danado é Manneken-pis? Perae, tu não sabe? Tem problema não, é aquela famosa estátua que tem o menininho fazendo xixi. Fica pertinho da Grand Place. Eu tinha visto que o pirraia era pequeno, mas é ainda mais do que eu imaginava. Não vi nada demais pra ser sincero. Haviam inúmeras pessoas se espremendo para tirar fotos, fiz uma de longe e observamos as lojas de waffle e fomos pra lá, bem mais interessante. Ah, pelo que eu vi, não existe um motivo pra tanto sucesso do Manneken-Pis.

o “gigante” Manneken Pis
Souvenirs do Manneken Pis

Vale a pena também pelo menos passar na frente o Palácio de Bruxelas, não entramos, passamos por lá quando estávamos indo para o Consulado do Brasil e achamos incrível. Logo a sua frente tem a Praça de Bruxelas, ela é enooooorme! Pro mesmo lado da cidade, fica a Praça do Cinquentenário, onde tem o Autoworld, que é um grande museu de carros e motos, e o Museu Real das Forças Armadas e da História Militar. Maaaaas como nosso cronograma foi quebrado, não conhecemos nada disso, tínhamos que fazer uma escolha, era a praça ou o Atomium, claro que fomos pra segunda opção, né?

O Atomium

Fica um pouco distante do centro, porém existem várias opções para se chegar lá. A que eu achei mais viável foi de metrô. Fica na última estação Esplanade, linha 3. Foi mega estranho, porque não é subterrâneo e só sobrou a gente para o desembarque. Não havia ninguém na estação, na rua… Mas ao mesmo tempo não parecia inseguro, mas Maryna ficou bem tensa, achou estranho por não ter uma pessoa. Ainda andamos um pedacinho até lá. O massa é que demos de cara com o Parque Osseghen Laeken, não sei nas outras estações do ano, mas no outono parecia que nós estávamos dentro de um quadro, lindão demais.

 

Parque Osseghen Laeken
Parque Osseghen Laeken
Parque Osseghen Laeken

 

 

Atomium

O Atomium impressiona, quando avistamos de longe já foi um “UAU! É muuuuuito grande po!” E o mais incrível é saber que você circula por tudo dentro daquilo. E eu pensando que ele era novinho, é nada, foi construído em 1958. Com 103 metros de altura, ele representa um cristal elementar de ferro ampliado mais de 165 milhões de vezes, com tubos que ligam as 9 partes formando 8 vértices, filei do Wikipedia. Dentro parece ser tudo bem futurista, existem algumas escadas rolantes que parece que você está entrando em uma nave, é incrível!

Parque Osseghen Laeken visto do alto do Atomium

Dentro do Atomium

Ah, ele não é free, o valor custa 12 euros, preferimos comprar antes da viagem, por que queríamos já deixar o horário marcado e como iríamos ficar poucos dias, vai que não tivesse ingresso no dia. Lá dentro, é incrível, primeiro você sobe de elevador (o mais rápido do mundo, segundo a moça que estava operando-o) até a “bolinha” mais alta, lá tem uma vista super linda da cidade. Quando estiver satisfeito, você desce de volta e começa a aventura futurista de escada rolante pelas outras “bolinhas”. Normalmente tem várias exposições, estava rolando uma sobre o surrealismo de René Magritte.

Exposição de René Magritte

Ao lado do Atomium existe o Mini Europe, nada mais é do que um parque com miniaturas dos monumentos europeus. A gente nem fazia muita questão de ir, mas até iríamos, mas cá entre nós, o valor do ingresso não era barato, até mais caro que o próprio Atomium (15,50 euros). Deixamos pra lá hehe. Ah, se você quiser ir para os dois, é possível comprar um ingresso casadinha (27,50 €). Agora se perceber, não tem desconto nenhum comprando os dois, assim enfraquece a amizade hehe.

Mini Europe

Arranhei meu francês mais ou menos com um carinha que tinha uma Kombi que vendia waffle (pra variar), foi massa porque descobrimos uma outra estação de metrô, bem mais perto. Então fica mais uma opção para chegar até lá (Estação Heizel, linha 6), e pra ser sincero eu acho que é a que todo mundo pega hehehe

O sistema de transporte

Como em todos os países que passamos nesta viagem, o sistema de transporte de Bruxelas é excelente, a linha do metrô não abrange muitos lugares, mas dá pro gasto. O bilhete vale tanto para metrô, trem, ônibus ou VLT. Cada ticket tem validade de uma hora a partir do momento que é validado pela primeira vez. Nesse tempo, você pode mudar de linhas ou meio de transporte. Têm opções de bilhete único, 24h, 48, etc. Como era apenas dois dias, e pretendíamos fazer o primeiro dia tudo a pé mesmo, compramos o bilhete único para irmos até o hostel, custou 2,10 €. Além do metrô, esse valor é o mesmo para todos os meios ( no caso dos ônibus, se você deixar para comprar com o motorista irá pagar 2,50 €).

Algumas estações são verdadeiras obras de arte

Como deu todo o rolo do passaporte, tive que comprar o bilhete de 24h, o valor foi 7,50 €, que ai poderíamos usar quantas vezes fosse necessário. Agora teve uma coisa que me deixou sem entender nada. Observei que algumas pessoas entravam nos ônibus e não validavam o cartão, simplesmente não “pagavam” passagem. E o motorista pouco se importava com isso. Até hoje não entendi hehe.

Valeu Bruxelas!

 

Veja também

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.