AquaRio: o Rio de baixo d’água

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Fachada do estacionamento do AquaRio

Antes de falar de qualquer coisa sobre o AquaRio, precisamos falar do nome (hahaha) que é sensacional, todos falam “AQUA – RIO”, mas o nome é simplesmente aquário, esse “trocadilho” foi incrível, não sei se todos prestaram atenção nisso, mas quando descobrimos ficamos rindo a toa.

Mas, besteiras a parte, vamos ao que interessa!

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Detalhe da lateral do prédio

O AquaRio está localizado no final da Orla Prefeito Luiz Paulo Conde, o famoso Porto Maravilha, junto com o MAR (Museu de Arte do Rio), Museu do Amanhã e o painel “Todos somos um”, o maior painel de grafite do mundo feito pelo artista Kobra.

Lá funciona todos os dias e ao comprar o ingresso você determina o horário que quer ir. Como ainda é novidade tinha muita gente conhecendo o AquaRio, mas entramos no horário agendado. Se você compra o ingresso antecipado pelo site (que foi nosso caso) não precisa enfrentar fila e a outra vantagem é que não tem o risco de dar uma viagem perdida, porque os ingressos são vendidos mediante disponibilidade.

Grafismo nos arredores do AquaRio

Não existe um tempo limite de visitação, mas você leva em média 45 minutos olhando tudo, e você pode ficar por lá quanto tempo quiser, podendo ir no seu ritmo. O AquaRio uma ótima oportunidade de ver de perto tubarões e outras espécies marinhas. Um dos locais mais aguardados para ir é o tanque principal, onde o público tem a chance de atravessar o tanque através de um túnel subaquático, que para mim foi a parte mais legal da visita, e acredito que pra muitos também. Realmente você parece que está dentro do mar, e ver aquela infinidade de animais marinhos é sensacional.

Recinto Oceânico, com 3,5 milhões de litros de água e sete metros de profundidade

Como o período de permanência é livre, você chega a perder a noção do tempo ao ficar analisando os detalhes dos peixes e a convivência entre eles, porque tem uns que só andam em conjunto, outros que só querem nadar pra lá e pra cá, outros que ficam no canto e o tubarão que sempre tá seguido pela Rêmora que se agarra ao seu corpo por uma nadadeira dorsal transformada em uma espécie de ventosa. Assim, a rêmora é transportada pelo tubarão enquanto alimenta-se dos restos de sua alimentação. Esse processo é o que podemos chamar de comensalismo, biologia a parte, o tubarão é a atração principal do aquário (mas para ser sincera, eu esperava que fosse bem maior).

Túnel subaquático

Foi legal perder um tempo olhando aquele novo mundo, e para quem quiser se perder naquela infinidade tem umas arquibancadas que você pode ficar sentado e apreciar com mais calma essas espécies (apreciar em silêncio seria pedir muito (hehehe) porque tem muitas crianças, então o barulho é uma constante). Outra parte que também achei legal foi a exibição de um vídeo mostrando como foi feita a montagem do local.

Vídeo demonstrativo da elaboração do AquaRio

Existe um tanque de toque (onde você pode tocar em alguns animais), eu particularmente não gostei da ideia, achei totalmente desnecessária. Sei que muitos criticam a criação de um aquário, já que eles tiram os animais do seu habitat natural, mesmo tendo todo um estudo, respeito e todo um zelo pela vida marinha por trás dessa grande exposição, lá é bem notável, mas eu entendo o ponto de vista de quem é contrário a tudo isso.

Quando falei que ia visitar o aquário para minhas amigas, começamos um debate sobre isso, e elas alegaram um ponto que fiquei pensando seriamente: “o barulho que a gente faz deve ser infernal para os peixes”, mas pela estrutura do aquário, creio que o barulho não seja um ponto negativo já que a acústica é tanta que a gente não emite barulho nenhum para eles, o problema mesmo é eles estarem preso dentro de um ambiente (mas isso é algo recorrente em todos os aquários) e falando sobre isso com Eduardo ele falou: “tu já pensou que é a gente que é uma exposição para eles? E não o contrário?” (esse menino as vezes sai com cada uma, viu? <3)

Detalhe interno do AquaRio

Ok, voltando para o foco do AquaRio (hahaha)

Lá existe também o Museu do Surf, onde o espaço reúne parte da coleção de Rico de Souza, um dos mais influentes surfistas do Brasil. A ideia é contar a trajetória do esporte no Rio e no mundo, essa parte fica já no final do passeio e o que mais chamou a minha atenção foi a exibição dos tipos de pranchas.

Exibição dos tipos de pranchas no museu do Surf

Por fim, antes de chegar na saída você se depara com uma grande loja, onde vende souvenires criativos com a marca, coisas do tipo: camisa, chaveiro, bonecos, canecas, cadernos, roupas… Não achei o valor caro para esses tipos de produtos, tinham coisas a partir de R$6

Alguns dos produtos vendidos na loja do AquaRio

Valores:
Ingressos: R$ 80
Moradores e pessoas nascidas no Estado do Rio de Janeiro – R$ 60
Crianças e adolescentes de 3 a 17 anos, estudantes de 18 a 24 anos, pessoas acima 65 anos e portadores de necessidades especiais – R$ 40
Grátis para crianças de até 2 anos

Dica: Comam lá fora que dentro do AquaRio é caro, uma fatia de pizza é $10 (da fina, que para mim precisaria comer umas quatro para ficar de boa (hehehhe)) e lá tem uma unidade da sorveteria Itália, que o valor da bola é a partir de $8,50 lá custa a partir de $12.

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